#0032 | Star Wars The Force Unleashed 2 (2010)


7/10 ★★★★★★★✰✰✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD4850)
▪ Controlador: XBOX360 1403

▪ Lançamento: 2010
▪ Gameplay: 2010
▪ Dificuldade: Moderada ◈◈◈◇◇

Nesta continuação, o roteiro afasta-se da fundação grandiosa da Aliança Rebelde para focar em uma crise de identidade angustiante de um clone (Starkiller) em uma missão de resgate do mestre General Kota. Trazendo uma brutalidade emocional ao jogo, onde o protagonista é assombrado por memórias fragmentadas de uma vida que teoricamente não lhe pertence.

Esta obra é um espetáculo tecnológico, que integra de forma genial uma trindade de simulações físicas de ponta, sendo: o Havok para a gravidade geral, o Digital Molecular Matter para a destruição processual e realista de materiais e o Euphoria para a programação comportamental e biomecânica do sistema nervoso dos inimigos. Temos ainda a adoção letal do combate com dois sabres de luz, o que tornou a cadência de golpes muito mais veloz e fluida, e claro, salientando o desmembramento de inimigos. Com a adesão da nova barra de Fúria da Força - que é uma espécie de sobrecarga, que quando ativada transforma o jogador em um epicentro de devastação cinética - podemos ver a desintegração de esquadrões inteiros, trazendo cenas dignas de cinema.

A direção artística consegue alcançar uma fidelidade visual incrível, seja nas chuvas torrenciais de Kamino ou nas luxuosas arquiteturas flutuantes de Cato Neimoidia. Temos ainda o acompanhamento do design de som, que opera com uma excelência característica da Skywalker Sound, mesclando os icônicos zumbidos elétricos dos sabres e o baque oco e grave dos empurrões da Força, que abusam de efeitos de grave, que com um bom Headset, traz uma imersão de causar inveja até em jogos atuais. Todo este desenvolvimento ainda conta com a trilha sonora majestosa de Mark Griskey, que interpola brilhantemente as melodias originais de John Williams, fazendo o jogador se sentir dentro de um filme de Star Wars.

Mas infelizmente temos um problema grave e crônico neste game, relacionado ao port para o PC: a taxa de quadros foi fixada em um limite rígido de 30 FPS, diretamente no código do jogo. Esta era uma herança direta da otimização para consoles, que acabava exigindo dos jogadores a instalação de modificações não oficiais, sob o risco de quebrar os cálculos de física do motor Havok. E temos ainda mais falhas, relacionadas à gameplay, como por exemplo o mouse que tentava emular o analógico e falhava miseravelmente, abrindo uma condição similar do que vi em Tom Clancy's H.A.W.X, onde o jogo se torna obrigatório o uso de joystick. A campanha também decepcionou muitos jogadores, pois podia ser finalizada em escassas quatro à cinco horas, e mesmo assim, sofria com reciclagem abusiva de cenários e uma baixíssima variedade de inimigos, evidenciando um atropelo no desenvolvimento, afim de forçar o lançamento na janela comercial de fim de ano.

VEREDITO: Star Wars: The Force Unleashed II é um espetáculo sonoro e visual que brilha ao entregar combates rápidos com dois sabres de luz e um impressionante sistema de destruição e física. A imersão cinematográfica é muito forte, mas a experiência tropeça feio em seu port para PC, com um limite cravado de 30 FPS e controles de mouse praticamente injogáveis.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem