
11/10 ★★★★★★★★★★★
▪ Versão: Super Nintendo
▪ Jogado em: Super Nintendo Baby
▪ Controlador: Nintendo SNS-005
♛ TOP10 | 1º lugar
Seria este o melhor jogo já feito na história da humanidade?
A minha resposta é SIM, Super Mario World mesmo após passar tantos jogos por minha mão, ainda lidera desde 2000 a posição de TOP1 de minha tierlist! Pois falar deste jogo não é apenas analisar um software de entretenimento, é descrever o momento exato em que a engenharia, a arte e a criatividade humana atingiram o seu ápice absoluto.
Lançado como o cartão de visitas do Super Nintendo, com venda amplamente promovida com o Bundle console + jogo (Que inclusive foi a minha versão de SNES da época, com a aclamada fita de parafuso dourado), este título não apenas definiu o que um jogo de plataforma deveria ser, mas estabeleceu um padrão de perfeição que, mesmo décadas depois, permanece isolado no topo.
Na época, um sucesso estrondoso, com mais de 20 milhões de cópias vendidas, ele se tornou o jogo mais comercializado do Super Nintendo, agradando adultos e crianças e trazendo uma experiência de explosão de cores que veio à calhar, com a ascensão das telas CRT coloridas da época. Nos 16-bits, o jogo utiliza múltiplas camadas de fundo que se movem em velocidades diferentes, criando uma sensação de vastidão e distância, assim como ainda é utilizado nos jogos atuais com efeitos parallax.
Este foi o primeiro jogo do Mario a ter um mapa-múndi (Dinosaur Land) dinâmico, que se altera conforme o avanço de fases, abrindo caminhos entre elas. Além disso, consegue ser mais provocativo com a alteração de locais inteiros, mas isso quando o jogador descobre caminhos secretos, que alteram a linearidade do jogo e atiça a curiosidade do jogador. Temos inclusive uma mudança de estação de ano, que foi pensada para quem resolve ir mais à fundo e platinar, liberando e finalizando todas as fases (Considerado por puristas a única forma real de se finalizar este jogo).
Diferente de seus antecessores, aqui temos Mario e Luigi demonstrando emoções em tela, adquirindo animações de contexto da história e também durante a gameplay, na época olhar para cima já era considerado um avanço extraordinário na franquia. O que também trouxe mais emoção, foi a introdução de Yoshi, que convenhamos, foi um golpe de mestre da Nintendo. Este pequeno ser que pode servir como um mascote, uma montaria, uma nova habilidade ou até mesmo um personagem para uma nova narrativa (Algo feito inclusive no segundo jogo), trouxe o carisma necessário que o game precisava para encantar crianças de todos os países.
Na trilha sonora, temos a demonstração da genialidade de Koji Kondo, que conseguiu adaptar uma mesma canção em diversas versões rítmicas, trazendo uma identidade única, que gruda na alma e evoca pura felicidade. Ao ouvir os toques polifônicos ainda hoje deste jogo, sem olhar para a tela, independente da fase que seja, todo gamer consegue identificar: é Super Mario World.
Em jogabilidade, temos algumas críticas de jogadores em relação à famosa "peninha", onde existe a afirmação de que ela facilita muito, perdendo a dificuldade demonstrada em títulos anteriores e por isso, deixando esta versão abaixo em elaboração de desafios. Mas na minha opinião, esta afirmativa não funciona como um contexto total de jogabilidade, pois quando você realmente adquiri este powerup, as fases ainda são iniciais e com corte de caminho fácil para o fim do jogo, é apenas uma possibilidade e não uma regra. Se realmente for finalizar fases especiais ou simplesmente optar pelo caminho tradicional de terminar o game, irá se deparar com diversos desafios onde a pena não fará diferença - pois afinal, não se voa em ambientes fechados, água, gelo com armadilhas e afins, o jogo exige à aqueles que aceitam o desafio, uma melhor estratégia.
Ainda sobre o tema gameplay, como menciono anteriormente, o Yoshi muda muita coisa, pois acrescenta sistemas de super pulos, transformação de inimigos em recompensas (é só comê-los 😋) e ainda um sentimento de realização (Quando se chega à um quadrado com ele dentro e pega-se uma vida no lugar, é uma demonstração da sua habilidade em não perdê-lo!).
Na elaboração de bosses, temos algo surreal! A distinção de cada (incluindo aqueles que se repetem), fazem sentido narrativo conforme o tema de cada fase. Alguns desafios são tão legais que você fica com dó de finalizar, pois sabe que aquele não será mais uma luta disponível após o avanço. Vale também destacar o sistema de animação que utilizaram na luta contra Bowser no Koopa Clown Car, que utiliza a tecnologia Mode 7 (A mesma usada em Super Mario Kart no gerenciamento das pistas), onde simula um 3D, que na época impressionava muito, fazendo jus à um chefe final.
VEREDITO: Super Mario World é a prova de que a perfeição existe. Ele é atemporal, acessível para uma criança e profundamente técnico para um veterano. É um ciclo de design impecável que até hoje me estimula a retornar quase todo ano. Se a humanidade tivesse que enviar uma cápsula do tempo para o espaço para mostrar à inteligências alienígenas o que somos capazes de produzir em termos de diversão e harmonia, este cartucho seria o nosso representante. É o trono de ouro da indústria, o topo da montanha:
