#0151 | Donkey Kong Country 2 (1995)


8/10 ★★★★★★★✰✰✰

▪ Versão: Super Nintendo
▪ Jogado em: Nintendo Switch Lite
▪ Controlador: Switch Lite Grip TwiHill

▪ Lançamento: 1995
▪ Gameplay: 2025
▪ Dificuldade: Extrema ◈◈◈◈◇

A Rare foi um dos grandes destaques do anos 90, conquistando seu lugar entre as desenvolvedoras mais talentosas da indústria, graças é claro, ao lançamento da trilogia de Donkey Kong Country para o Super Nintendo. O primeiro jogo, já foi um choque visual e um sucesso comercial, e em aproximadamente um ano depois, já tivemos esta sequência que veio com a difícil missão de acompanhar a alta qualidade de seu antecessor.

A história agora coloca Donkey Kong como vítima: capturado pelo Kaptain K. Rool e seus piratas Kremlings, ele fica preso na cúpula de Crocodile Isle, fazendo com que Diddy e sua namorada Dixie partam para o resgate. O enredo é propositalmente minimalista, com apenas o suficiente de contexto para justificar a jornada, que se inicia no convés de um navio pirata, até colmeias gigantes e vulcões. Com isso, temos uma direção de arte que se aproveita das possibilidades, nos trazendo gráficos pré-renderizados fabulosos e uma paleta de cores esbanja personalidade cada mundo diferente que aparece na tela. 

Extremamente elogiado até os dias atuais, a trilha sonora de David Wise surpreende novamente, entregando composições que extraem o máximo do chip do console, com destaque para a Stickerbush Symphony (da Fase de espinhos) que consegue trazer uma sonoridade que contrasta com a dificuldade extrema do estágio. 

A jogabilidade muda levemente, devido às habilidades distintas dos protagonistas, que não apenas funcionam em harmonia com os desafios, mas que também se complementam muito bem, com destaque para a técnica de pairar sobre o ar, com o girocóptero da Dixie. O level design é criativo e variado, com as fases clássicas de carrinho de mina, níveis subaquáticos e os memoráveis estágios de fábrica e vulcão, que representam muito bem a franquia. A dificuldade é consistentemente punitiva, isso mesmo no começo do jogo, embora característico em muitos jogos antigos, o jogo por muitas vezes acaba deixando de ser um teste de destreza, para se tornar uma provação de paciência.

VEREDITO: Donkey Kong Country 2 é um jogo muito bom, considerado por muitos o melhor da franquia, mas que para mim fica um pouco atrás por questões de dificuldade exagerada e mudanças sutis de jogabilidade, deixando visível que não queriam arriscar muito pelo prazo apertado de apenas um ano para lançamento. A trilha sonora, saliento meu posicionamento: é incrível! Chega a ser difícil de acreditar que algo tão belo conseguia rodar dentro das grandes limitações de hardware da época. As fases são criativas, bem feitas e impressionam pela qualidade artística, mesmo com o pouco tempo de elaboração. É um clássico, porém que fortemente indico à jogadores hardcore e/ou pacientes, pois a punição neste game é severa.

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