#0181 | The Last of Us - Left Behind (2023)


8/10 ★★★★★★★★✰✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (R7 5800X3D + RX 7900XTX)
▪ Controlador: EasySMX X15

▪ Lançamento: 2023
▪ Gameplay: 2026
▪ Dificuldade: Moderada ◈◈◈◇◇

Lançado originalmente como uma expansão em 2014 e integrada ao remake The Last of Us - Part I, este título tem foco em uma narrativa não linear, onde o roteiro alterna entre dois períodos temporais distintos: o presente, onde Ellie busca suprimentos médicos em um shopping abandonado no Colorado para salvar Joel, e o passado, que detalha sua última noite de liberdade em uma zona de quarentena em Boston ao lado de sua melhor amiga, Riley. A trama utiliza essa estrutura de contraste para aprofundar a psique de Ellie, explorando temas de perda, lealdade e a descoberta de sua própria identidade, isso tudo sob a pressão de um mundo em colapso.

Na gameplay, temos agora a interação de inimigos humanos com infectados, onde você mesmo pode criar brigas propositais, aumentando baixas e facilitando o avanço conforme utiliza de tais emboscadas. Essa interação cria um caos emergente entre inimigos, embora não necessariamente tirará você do foco. Nas seções de flashback, a jogabilidade foca em interações puramente narrativas, utilizando minijogos rítmicos e de exploração de cenário para construir o peso emocional do vínculo entre as personagens, onde a utilização de puzzles, embora muito cabíveis aqui, não estão presentes.

A direção de arte e o design de áudio na versão de PC aproveitam as capacidades do motor gráfico atualizado da Naughty Dog para entregar um nível de fidelidade visual extremo. A iluminação volumétrica e os reflexos via ray tracing (em hardware compatível), transformam os cenários de shoppings decrépitos em ambientes densos e claustrofóbicos. A trilha sonora de Gustavo Santaolalla mantém o uso minimalista do ronroco e do violão, mas o sound design foca intensamente nos sons ambientais de estruturas metálicas rangendo e na respiração pesada de Ellie, amplificando o isolamento da protagonista em sua busca desesperada por salvamento.

O sistema de compilação de shaders é uma etapa obrigatória e demorada para garantir a estabilidade do motor gráfico. Além disso, a versão oferece suporte nativo às tecnologias de upscaling como DLSS e FSR, essenciais para mitigar o peso do código em resoluções mais altas, enquanto mantém a precisão milimétrica necessária para o combate tático através do mapeamento customizável do controle.

VEREDITO: Left Behind nos traz revelações, mais capítulos e uma gameplay interessante, mas por ser uma expansão de um jogo tão memorável e ainda ter o peso de ser canônica, esperava mais tempo de tela. Senti que a história foi contada às pressas, não dando inclusive tempo necessário para o jogador se afeiçoar à Riley, a nova personagem apresentada. Tem sim, sua exigência técnica alta, mas conta com recursos atuais que buscam amenizar o peso de sua execução e consegue apresentar um dos melhores gráficos de games que já pude experimentar.

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