#0006 | Mighty Morphin Power Rangers: The Fighting Edition (1995)


10/10 ★★★★★★★★★★

▪ Versão: Super Nintendo
▪ Jogado em: Super Nintendo Baby
▪ Controlador: Nintendo SNS-005

▪ Lançamento: 1995
▪ Gameplay: 2002
▪ Dificuldade: Fácil ◈◈◇◇◇

Lançado pela Natsume, numa época em que quase toda criança era fissurada por Power Rangers (Comigo não sendo uma exceção), neste jogo não vemos os Rangers a pé ou suas transformações de morfar, diferente do que acontece em Mighty Morphin Power Rangers: The Movie. Aqui temos exclusivamente o foco no ápice das lutas, mais precisamente na segunda metade das batalhas, onde o gigantismo do desafio é colocado à prova da equipe de heróis.

Quando inseri pela primeira vez este cartucho no meu SNES, imediatamente me encantei com o que estava vendo, pois o mais próximo que tive daquela sensação foi utilizando meus brinquedos, mas tive ali a visibilidade de cenas lúdicas em formato de pixels, me trazendo uma empolgação sem igual. Eu não tive esta fita, mas aproveitei uma daquelas promoções de final de semana numa locadora, onde era possível ficar com uns 5 à 7 jogos de uma só vez, para experenciar. O que seria uma espécie de demonstração, se tornou uma saga incrível em busca de finalizar todas as lutas entre os gigantes Megazords antes do domingo à noite, e eu pude ter uma sensação de participação desta grande sega, me marcando até mais do que a série televisiva.

The Fighting Edition nos traz uma jogabilidade sólida em um sistema de luta tradicional, que através de seus comandos precisos e com uma cadência na medida certa, conseguem nos proporcionar a sensação de peso dos robôs. É possível ainda utilizar um especial, sinalizado por uma barra de carregamento à parte, que aumenta automaticamente conforme o tempo passa, mas podendo ter o processo acelerado através de bloqueio de golpes. 

Embora designs e logotipos do filme de 1995 tenham sido utilizados neste game, o mesmo não inclui Ivan Ooze como personagem jogável (A não ser por um macete ou segredo no código na tela de seleção de personagens), deixando o posto de boss final para o Lord Zedd, sendo este um apelo comercial, devido à fama deste personagem na atual circunstância.

A trilha sonora composta por Hiroyuki Iwatsuki, conseguiu traduzir a energia do rock da série, sendo detalhadamente trabalhada para o chip de som do Super Nintendo, relembrando as lutas extraordinárias da TV. Embora na época eu tenha me divertido muito em zerar este clássico, o modo que mais recomendo hoje é o versus, permitindo que dois jogadores se enfrentem localmente escolhendo qualquer um dos Zords ou vilões disponíveis. Digo isso, por conta da facilidade da IA, que em 95, não foi um erro de desenvolvimento e sim uma escolha de acessibilidade para o público alvo, ou seja, as crianças. 

VEREDITO: Mighty Morphin Power Rangers: The Fighting Edition é uma obra-prima do SNES, que captura a essência colossal das batalhas de Megazords com uma precisão técnica e trilha sonora impecáveis. Embora a IA seja acessível para o público jovem, o título se consagra como um clássico indispensável, especialmente no modo versus, oferecendo uma experiência de luta sólida, gratificante e visualmente encantadora, que não apenas nos toca pela nostalgia, mas também nos encanta com a fidelidade à esta grande franquia que tanto amamos.

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