#0042 | Diablo III (2012)


8/10 ★★★★★★★★✰✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD5850)
▪ Controlador: Kit Microsoft Wirelles 1000

▪ Lançamento: 2012
▪ Gameplay: 2012
▪ Dificuldade: Fácil ◈◈◈◇◇

Após uma década de expectativa para muitos (Não exatamente para mim, pois este foi o meu primeiro contato com a franquia, porém compararei nesse review ao Diablo II, pois também o zerei posteriormente), a Blizzard nos trouxe o Diablo III, que representa até hoje um ponto de virada na engenharia de sistemas e no modelo gerenciamento em RPGs de ação. A narrativa se passa vinte anos após os eventos de seu antecessor, iniciando-se com a queda de uma estrela misteriosa sobre a catedral de Tristram, o que desencadeia o despertar de mortos-vivos e acaba por proclamar os heróis desta jornada. Em quatro atos focados na caça aos últimos Senhores do Inferno, o game mostra o desenvolvimento do personagem central, de uma forma mais linear, adotando também cutscenes de alto nível, afim de complementar a narrativa.

A reformulação foi radical - principalmente na árvore de habilidades - pois este título marca o fim da alocação permanente de pontos de atributos, optando por uma personalização mais livre, o que para mim não impactou tanto, pois não senti a necessidade de alterações durante o ciclo do jogo. No combate, temos uma detecção de colisão precisa, incluindo destruição de cenários, que cria uma perspectiva de algo muito mais tecnológico, embora não exatamente melhor. Pois conforme se avança na história e aumenta-se o poder, mas não é muito perceptível o mesmo aumento do inimigos, deixando muitas batalhas fáceis e previsíveis, destacando-se ainda mais no Playstation 3, que tem ainda a opção de esquiva. 

A direção de arte substituiu a escuridão gótica pixelizada, por uma estética tridimensional (Mas ainda com visão isométrica), desenvolvida para garantir que magias complexas e dezenas de monstros sejam um show à parte. No áudio, temos um espetáculo de imersão acústica, combinando o ranger de armaduras, o impacto visceral de lâminas e claro, uma trilha sonora orquestral dramática composta por Russell Brower, que homenageia o jogo com uma excelência à qual estamos acostumados dentro das produções da Blizzard.

Algo muito discutido hoje em dia, é o uso de DRM, onde com este título não é diferente, pois opta pela obrigatoriedade de conexão constante, mesmo para quem jogava de forma estritamente solitária. Este problema (que por conta de sobrecarga do servidor, gerou na época o meme "Error 37", que manteve milhões de jogadores de fora bem em seu lançamento), não se estendia para consoles, pois neles era possível jogar offline. Tivemos também uma certa economia real vinculada ao virtual, onde se aumentou a dificuldade de níveis mais altos, com a breve desculpa de reclamações de jogadores que estavam achando o jogo fácil (Como explanei anteriormente), mas com real intuito de inflar o comércio entre jogadores, uma decisão errada, que algum tempo depois foi retirado por completo na expansão Reaper of Souls.

VEREDITO: Diablo III traz uma evolução visual e mecânica de grande peso para a franquia, entregando combates fluidos, cenários destrutíveis e um excelente trabalho de áudio. O título tropeça na curva de dificuldade, que deixa o jogo fácil demais conforme você evolui, e sofreu muito em computadores, com a exigência polêmica de conexão e o mercado de dinheiro real. Felizmente, este ainda é um dos melhores a-RPG que temos no mercado, proporciona horas de diversão e uma história cativante, que me fez zerar inclusive, em duas plataformas distintas.

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