#0065 | God Of War II (2007)


10/10 ★★★★★★★★★★

▪ Versão: Playstation 3
▪ Jogado em: Playstation 3 Slim
▪ Controlador: SONY DualShock 3

▪ Lançamento: 2007
▪ Gameplay: 2013
▪ Dificuldade: Moderada ◈◈◈◇◇

A escala aqui é algo que desafiava o que todos achavam que era possível, ainda mais se pensar na limitação de hardware da época. Pois começar o jogo enfrentando um Colosso, é uma das declarações de intenções de maiores expectativas que já vi, mas que é cumprida da forma mais brutal e épica possível. Desenvolvido pela Santa Monica e sob a direção criativa de Cory Barlog, o título entrega uma aventura épica que não hesita em aumentar a escala de cada desafio, pois agora finalmente controlamos um Kratos recém intitulado Deus da Guerra.

A narrativa parte do momento em que Kratos é traído por Zeus, que rouba seus poderes e o envia ao Tártaro com a própria Lâmina do Olimpo. Resgatado pela titã Gaia, o protagonista embarca numa jornada de vingança que o leva até as Irmãs do Destino, figuras capazes de reescrever o próprio fio temporal e permitir que ele evite a traição que sofreu. Cory optou por ancorar o roteiro com mais firmeza na mitologia grega, ampliando a presença de figuras da época, como os titãs Atlas, Cronos e Tifão, aliados relutantes e temporários de Kratos. 

A direção de arte manteve a identidade visual sombria e grandiosa estabelecida anteriormente, mas expandiu a escala dos cenários de forma notável, com momentos como a travessia pela Ilha dos Destinos, onde cavalos colossais presos ao mar precisam ser libertados, demonstrando uma ambição estética que poucos jogos ousavam tentar, elevando o Playstation 2 ao seu limite de processamento. A trilha sonora, construída por uma equipe de quatro compositores, manteve o tom orquestral grandioso que já caracterizava a série, intercalando temas bombásticos nos combates com composições sombrias e contidas durante os momentos de exploração e resolução de enigmas, reforçando a atmosfera mitológica sem nunca se tornar repetitiva ao longo da campanha.

A jogabilidade manteve a base sólida de combate fluido e combos variados do antecessor, mas introduziu refinamentos importantes nos controles, tornando ações como abrir portas e empurrar objetos mais ágeis e menos burocráticas. O level design ficou consideravelmente mais ambicioso, principalmente com a introdução das asas roubadas de Ícaro, que permitem pequenos voos planados, aumentando as possibilidades de exploração. Os combates contra chefes ganharam quantidade e variedade superiores às do primeiro jogo, onde o gigantismo dos vilões começam a ter foco na franquia.

VEREDITO: God of War II é a prova definitiva de que o mito de sequências ruins nem sempre funciona, pois aqui temos todos os aspectos originais elevados à um aspecto melhor. Consolidando assim o Kratos como um dos protagonistas mais marcantes da era do PlayStation 2 e que na minha opinião, assumiu o posto de herói de capa da SONY, acima de Crash Bandiccot.

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