#0067 | God Of War Ghost Of Sparta (2010)


7/10 ★★★★★★★✰✰✰

▪ Versão: Playstation Portable
▪ Jogado em: PSP-3001
▪ Controlador: PSP-3001

▪ Lançamento: 2010
▪ Gameplay: 2013
▪ Dificuldade: Moderada ◈◈◈◇◇

Novamente a Ready at Dawn aparece para trazer outro God of War para o PSP com o objetivo claro de fomentar as vendas do console, algo que realmente funcionou devido à abordagem mais curiosa em relação à franquia, com a primeira aparição de Deimos, o irmão de Kratos. Desta vez já mais familiarizado com a capacidade absurda que um game bem otimizado poderia vir a entregar no portátil da Sony, iniciei Ghost of Sparta não mais empolgado pela qualidade técnica já comprovada em Chains of Olympus, ou mesmo pela jogabilidade já conhecida nos títulos originais, meu interesse aqui foi principalmente narrativo, como quem está prestes a assistir a um novo capítulo único de sua série predileta.

E nesta trama, acompanhamos a busca de Kratos por respostas sobre seu irmão desaparecido, supostamente mantido prisioneiro nas profundezas do submundo grego sob ordens de Tânatos. Com isto, pela primeira vez desde o primeiro título, senti uma humanização do personagem principal, muito mais conhecido por sua brutalidade do que por laços familiares - Mas não se engane, o Deus da Guerra ainda exibe sua fúria neste título, mantendo sua fama de exageros nas grandes batalhas.

Este título recria a estética grandiosa da série dentro das limitações do portátil, conseguindo trazer locais icônicos e ricos em detalhes que, quando acompanhados pela trilha sonora de Mark Griskey, reforçam o tom épico que já estamos acostumados, isso graças aos arranjos orquestrais magníficos. Cenários como as ruínas submersas e os corredores do submundo proporcionam uma boa gameplay explorativa, mas que já não mais impressiona ou inova se comparado com os jogos anteriores, porém também não decai de patamar.

A jogabilidade mantém combates viscerais baseados nas Lâminas do Caos, combinando combos fluidos, magias elementais e quick time events que intercalam ação direta com sequências cinematográficas, mas novamente reforçando uma fórmula que em nada inova. O sistema de progressão, apoiado na coleta de orbes para evolução de armas e habilidades, oferece uma curva de dificuldade mediana, mas que prova realmente seu valor nos embates contra os chefes, elevando o desafio.

VEREDITO: God of War: Ghost of Sparta é uma continuação sólida que consegue expandir o legado de Kratos, entregando uma jornada emocionalmente mais densa na questão narrativa, mas que se repete em gameplay e estruturas de exploração. Não chega a superar os pontos altos da franquia, mas consegue se firmar como um bom capítulo da saga, principalmente com a adição de novos personagens.

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