#0081 | SOCOM 4 - U.S. Navy Seals (2011)


10/10 ★★★★★★★★★★

▪ Versão: Playstation 3
▪ Jogado em: Playstation 3 Slim
▪ Controlador: SONY DualShock 3

▪ Lançamento: 2011
▪ Gameplay: 2013
▪ Dificuldade: Moderada ◈◈◈◇◇

A trajetória da franquia SOCOM sempre esteve associada a uma proposta tática rigorosa dentro do gênero de tiro, enfatizando as habilidades estratégicas do jogador. Cheguei à jogar alguns games da franquia, mas sem interesse real em zerar, algo que mudou com este título da Zipper Interactive, pois com apenas 10 minutos de gameplay já estava completamente imerso naquele universo. Para muitos esta é a experiência mais refinada e ambiciosa da série, e mesmo sem completar os demais, ouso concordar, pois foi um dos primeiros grandes exclusivos a integrar de forma nativa o suporte ao PlayStation Move, tinha uma resposta de comando entre equipe muito funcional e uma narrativa que realmente trouxe meu interesse, mesmo que na época tivesse que jogar em português de Portugal, para compreender melhor os acontecimentos da história.

A campanha coloca o jogador no comando do carismático Comandante Cullen Gray, à frente de uma unidade de elite da Navy SEALs enviada a uma nação fictícia do Sudeste Asiático mergulhada em conflito civil. A narrativa aposta em um estilo cinematográfico, que lembra filmes militares modernos, com tons mais sérios, e constrói nisso uma tensão entre decisões táticas enfatizando nas consequências humanas que a guerra proporciona. O ritmo bem calibrado entre missões de infiltração e confrontos diretos, assim como o alto nível de carisma de cada personagem, me mantiveram sempre engajado, revelando um cuidado narrativo que francamente eu não esperava, pois de alguma forma eu acabei me importando realmente com cada personagem de minha equipe.

Demonstrando o alto poder de processamento do Playstation 3, a direção de arte consegue impressionar pela variedade de cenários, alternando entre florestas densas, vilarejos destruídos e complexos urbanos carregados em detalhes. Para inspirar ainda mais o jogador, temos ainda um suporte incrível da trilha sonora, assinada pelo compositor Cris Velasco, que nos entrega composições tensas e orquestrais que se adaptam perfeitamente ao clima de operações táticas, reforçando momentos de suspense sem nunca se tornar invasiva e enfatizando toques que lembram sempre o militarismo. Mas foi quando atirei pela primeira vez que vi realmente todo o poder sonoro, com balas que davam ecos, trazendo sons convincentes de armamentos reais e que produzia no impacto um som característico conforme cada superfície de contato. O mesmo acontece com explosões, efeitos sonoros de dublagem de rádios, motores de veículos e até mesmo passos, me proporcionando uma sensação de gravações reais devido tamanha qualidade.

No campo da gameplay, o sistema de comando de esquadrão permite ao jogador coordenar aliados com precisão cirúrgica, reforçando a essência tática que distingue SOCOM de outros atiradores mais convencionais. Os controles respondem com uma fluidez espetacular, tanto nos comandos de equipe, quanto nos momentos solos de tiroteio, este talvez seja o game em que mais me senti um líder em batalha, pois direcionar sua própria equipe, evitando riscos desnecessários e ainda cuidar de si mesmo, foi uma experiência realmente extraordinária. A progressão da campanha equilibra todo este desafio e recompensa de forma exemplar, sem momentos de frustração desnecessária, mas também nada de moleza, pois afinal, guerra não é passeio.

VEREDITO: SOCOM 4 - U.S. Navy Seals é uma obra que representa a união da uma narrativa envolvente com uma direção artística impecável e ainda um sistema de gameplay que redefine o padrão tático do gênero. Com isso, digo com facilidade, que este foi um dos melhores jogos militares que já tive a oportunidade de finalizar, pois cada elemento da produção parece ter sido construído com extremo cuidado, resultando em uma experiência coesa, empolgante e de altíssima qualidade técnica.

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