#0171 | Dark Souls III - The Ringed City (2017)


9/10 ★★★★★★★★★✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (R7 5800X3D + RX 7900XTX)
▪ Controlador: EasySMX X15

▪ Lançamento: 2017
▪ Gameplay: 2026
▪ Dificuldade: Difícil ◈◈◈◈◇

The Ringed City não é apenas uma expansão, é o marco definitivo e verdadeiro do encerramento de uma das franquias mais influentes da história do entretenimento digital: Dark Souls. Desenvolvido pela genial equipe da FromSoftware, este pacote adicional foi lançado com a promessa de dar um ponto final digno à saga e que na minha opinião consegue até mais do que isso, nos trazendo uma última batalha colossal e marcante, que amarra de forma poética todos os mistérios que geraram debates por anos entre os fãs da série.

A narrativa nos leva literalmente para o fim do mundo e dos tempos, um lugar bizarro onde todas as eras, reinos e linhas cronológicas convergem e colapsam sobre si mesmas em uma montanha de ruínas retorcidas chamada de The Dreg Heap. O nosso protagonista, o persistente Ashen One, desce por esse abismo caótico perseguindo os passos do enlouquecido cavaleiro Gael, em busca da essência original do lendário artefato conhecido apenas como Dark Soul. O roteiro culmina de forma deslumbrante na chegada à mítica The Ringed City, uma metrópole isolada, cercada por muros impenetráveis e decadente, que foi dada de presente aos primeiros homens pelos deuses antigos.

A direção de arte desenhou horizontes apocalípticos incríveis, repletos de céus alaranjados e desertos de cinzas infinitos. O level design adota uma abordagem surpreendente com sua arquitetura vertical, obrigando o explorador a realizar saltos vertiginosos de fé, trazendo um suspense quanto à sobrevivência do Portador das Cinzas. A otimização inteligente garantiu uma jornada grandiosa com texturas muito ricas e detalhadas, sustentando o desempenho consistente mesmo em momentos com muitos efeitos especiais. Ainda com a maestria de Yuka Kitamura na composição, temos arranjos orquestrais tristes misturando-se perfeitamente aos efeitos sonoros aterrorizantes das criaturas angelicais, que disparam lasers mortais dos céus.

A jogabilidade exige absolutamente tudo o que o jogador aprendeu até aquele momento, introduzindo armadilhas cruéis e guerreiros absurdamente agressivos, como os pesados Ringed Knights, que empunham escudos e lanças forjados no puro calor do abismo e que proporcionam embates de grande valor. Nas batalhas contra chefes, é possível perceber o ápice do design rítmico da FromSoftware, exigindo uma leitura de padrões de ataque que necessitam de sinergia e cálculos frios, embora dessa vez corrigido e não sendo apelativo demais, como acontece em Ashes of Ariandel.

VEREDITO: Dark Souls III - The Ringed City é o encerramento definitivo da saga, um espetáculo de escala e verticalidade, que impressiona ao nos trazer reinos de jogos anteriores colapsando uns sobre os outros, tudo em um cenário distorcido e corrompido. A brilhante direção de arte, aliada aos arranjos melancólicos da trilha sonora, constrói uma atmosfera apocalíptica de tirar o fôlego, exigindo saltos de fé e uma exploração minuciosamente cautelosa. Ao amarrar os últimos mistérios da mitologia da série e culminar em batalhas contra chefes excelentes e épicas, esta expansão atinge o ápice da franquia, e ainda nos entrega um poético e grandioso final.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem