#0170 | Dark Souls III - Ashes of Ariandel (2016)


8/10 ★★★★★★★★✰✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (R7 5800X3D + RX 7900XTX)
▪ Controlador: EasySMX X15

▪ Lançamento: 2016
▪ Gameplay: 2026
▪ Dificuldade: Extrema ◈◈◈◈◈

Este conteúdo adicional chegou para aumentar o universo do aclamado Dark Souls III desenvolvido pela FromSoftware, e como de costume, quando uma expansão é suficientemente impactante eu à avalio separadamente, demonstrando meu apreço ao trabalho desenvolvido. Aqui temos um convite para desbravar uma nova e congelante área, oferecendo um desafio de altíssimo nível, mesmo para os veteranos da franquia. Embora a jornada inédita apresente uma direção de arte fenomenal e algumas das batalhas mais memoráveis de toda a série, a experiência acabou sendo um tanto linear e pequena demais, muito diferente dos gigantescos pacotes adicionais que a From já lançou. Ainda assim, a imersão e a alta qualidade do level design garantem uma aventura obrigatória e cheia de segredos bem escondidos.

A narrativa nos arrasta misteriosamente para dentro de um imenso quadro mágico que está sendo lentamente corroído pela podridão, levando o protagonista (Ashen One) para o gélido e isolado Painted World of Ariandel. Fomos atraídos para esse local por um peculiar e perturbado cavaleiro chamado Gael, que busca desesperadamente alguém capaz de encontrar a chama para libertar aquele microcosmo de um infinito ciclo de estagnação. O roteiro é sutil e muito melancólico, focando fortemente no embate ideológico entre abraçar a decadência ou queimar absolutamente tudo para permitir um novo começo. No centro desse grande conflito estão figuras trágicas e imponentes, como a misteriosa e letal freira Sister Friede e o gigantesco e agonizante Father Ariandel, cujos diálogos enigmáticos aprofundam ainda mais a rica mitologia de fantasia construída ao longo dos anos 2010.

No aspecto visual, a jornada é um verdadeiro deleite estético, criando nevascas intensas e florestas cobertas por um manto branco deslumbrante, mas confesso que, pela sugestão de adentrarmos à uma pintura, esperava algo como texturas simulando tintas ou algo assim, como vimos anos depois em Clair Obscur por exemplo. A atmosfera opressiva é palpável a cada passo, com pontes de corda frágeis balançando sobre abismos profundos e vilarejos em ruínas que contam histórias sombrias apenas com a observação do que se tem ao redor.

A otimização permanece a mesma, demonstrando ainda um framerate estável que não compromete a gameplay, mesmo em momentos quando a visibilidade é repentinamente reduzida pela tempestade. O departamento sonoro realiza um trabalho magistral, e conta novamente com a genialidade da compositora Yuka Kitamura, que entrega uma trilha orquestral extremamente dramática, pontuada perfeitamente pelo som de armaduras afundando na neve fresca e pelo uivo solitário dos lobos.

A jogabilidade se beneficia das bases já afiadas do título principal, mas introduz equipamentos incrivelmente criativos, beneficiando principalmente a quem gosta de experimentar novas táticas - algo que respeito, embora não faça meu estilo, pois quando defino uma arma, vou com ela até fim! A exploração cuidadosa continua a recompensar os corajosos com itens fantásticos, porém exige que se sobreviva a emboscadas furtivas de alcateias ou ainda enfrente bravos guerreiros empunhando machados colossais. Mas o grande ápice da jogabilidade ocorre na inesquecível batalha final, uma luta punitiva que é estruturada em fases de pura tensão e exige reflexos impecáveis e que na minha opinião, consegue ser a mais difícil de Dark Souls III, considerando o jogo principal e as duas expansões.

VEREDITO: Dark Souls III: Ashes of Ariandel expande o universo da franquia com um desafio de altíssimo nível, transportando o jogador para um cenário de nevascas deslumbrante e ao mesmo tempo opressivo. Embora a expansão entregue uma jornada linear e consideravelmente mais curta que os padrões históricos do estúdio, a experiência se consagra pela qualidade impecável de seu level design e pela introdução de equipamentos altamente criativos. O ponto alto da expansão reside em sua memorável e punitiva batalha final, um confronto que testa os limites dos reflexos até do melhores jogadores do gênero.

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