#0010 | Top Gear 3000 (1995)


10/10 ★★★★★★★★★★

▪ Versão: Super Nintendo
▪ Jogado em: Super Nintendo Baby
▪ Controlador: Nintendo SNS-005

▪ Lançamento: 1995
▪ Gameplay: 2002
▪ Dificuldade: Difícil ◈◈◈◈◇

Este game marca o encerramento da clássica trilogia de corrida desenvolvida pela Gremlin Interactive e que de longe foi o que mais me agradou, mesmo que na época o favorito de muitos fosse o Top Gear 2 - que para mim apresenta erros de fadiga, ficando atrás de sua continuação. Neste game temos um salto ambicioso para o futuro, trocando o asfalto terrestre por sistemas solares distantes e tecnologia alienígena de ponta. Ironicamente, o ano é 2962 (E não 3000, como sugere o título) e com uma campanha que expande a escala da competição para um nível intergaláctico, temos um total de 47 planetas distintos, onde incrivelmente cada um contava com sua animação em uma espécie de mapa espacial.

A estrutura de progressão e a economia interna foram mantidas da base de seu antecessor, mas agora adaptam os aprimoramentos para o tema futurista, conforme é a proposta do jogo. Na corrida em si, a gestão de recursos também sofre uma alteração, ficando na minha opinião até mais intuitiva, isto devido às faixas de recarga embutidas no próprio asfalto, melhorando o dinamismo das corridas.

O mapeamento pseudo-3D com o uso de recursos Mode 7, assim como acontece no jogo anterior, possibilita a divisão e bifurcação das pistas em tempo real, criando rotas alternativas e fluidas; elevações acentuadas e até mesmo saltos sobre fendas no traçado. Agora, algo que foi realmente inesperado e que no geral são mais vistos em jogos como Super Mario Kart, é a inclusão de sistema ativos, onde o jogador pode: pular para desviar de carros; usar atratores magnéticos para roubar velocidade ou ainda disparar armas de interferência infravermelha nos seus oponentes.

A trilha sonora clássica não pode se manter, pois a temática foi altamente alterada, mas com a reformulação de Neil Biggin, agora temos algo que se afasta do eurodance tradicional e entra em um circuito mais techno e trance, algo que também estavam em alta nos anos 90. Nos efeitos sonoros, tivemos a ambientação espacial como foco, onde motores de dobra e colisões contra escudos de energia eram perfeitamente salientados pelo chip de som do SNES.

Mas sendo um erro que não considero de desenvolvimento, mas sim de decisão comercial, o terceiro jogo da franquia continua utilizando o obsoleto e tedioso sistema de passwords, devido a falta do chip SRAM, comprometendo jogatinas do menos cuidadosos, que possam vir a perder a anotação de seu progresso.

VEREDITO: Top Gear 3000, na minha opinião, é o ápice da trilogia, uma obra que consegue entregar uma experiência futurista excelente e refinada, que conta com a economia muito bem implantada desde seu antecessor e injeta mecânicas ousadas que acabam funcionando muito bem. O título corrige a fadiga da franquia e atinge um dinamismo com a magnitude da campanha intergaláctica. Consegue ainda nos impressionar com uma trilha sonora hipnótica e criativa, sendo sem dúvidas um fechamento de ouro para este nome de peso, que conquistou fãs pelo mundo inteiro.

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