
7/10 ★★★★★★★✰✰✰
▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD4850)
▪ Controlador: XBOX360 1403
Representando um momento de forte transição da franquia, onde era comum em títulos esportivos termos o foco no contexto de equipe, neste título temos a inserção de uma narrativa diferenciada, o modo "Be a Pro". Nesta nova mecânica de jogo, temos uma perspectiva gerencial que assume o controle exclusivo de um único atleta em campo ao longo de toda a partida. Esta quebra de paradigma alterou toda a forma de como se jogava FIFA, transformando a experiência de uma mera disputa de placares, em uma jornada de construção de carreira.
Na gameplay, também tivemos novidade com a calibração de forma analógica da força e direção de passes; cruzamentos e finalizações, transferindo assim a responsabilidade da precisão diretamente a quem esta com o controle em mãos. Assim como nos FIFA's atuais, temos uma gestão profunda de formações, deixando ao jogador a possibilidade de ajuste fino de sua equipe.
Infelizmente, quando se trata de física e aerodinâmica, temos uma diferença entre as versões de PlayStation 3 e Xbox 360 para o PC, onde a utilização de next-gen só acontece nos consoles, trazendo uma espécie de versão maquiada para os computadores, oriunda do Playstation 2 - alvo de muitas críticas na época do lançamento. Devido à este reaproveitamento, esta versão carecia do aclamado processamento de dribles orgânicos em 360 graus e da colisão anatômica avançada vistos nos novos consoles, resultando em movimentações de modelos 3D visivelmente mais robóticas e ainda presas a um sistema invisível em oito direções. A EA abriu uma justificativa para isso, alegando publicamente que corte de recursos era com base no hardware utilizados em residências, que na época não seria capaz de rodar o jogo, algo que não fazia sentido, pois em computadores temos a calibração ponto a ponto de cada configuração de física e gráficos.
Na trilha sonora temos muitas músicas de artistas indie, rock alternativo e eletrônica, reunindo mais de cinquenta faixas de bandas de diversas nacionalidades. No design de som, os estádios ganharam vida, com a incorporação de cânticos de torcidas gravados proceduralmente, reagindo aos momentos de tensão de acordo com o mando de campo, enquanto a narração (localizada para diversos idiomas) contava com milhares linhas de código que funcionavam de forma síncrona com as gravações, trazendo a famosa atmosfera televisiva que conhecemos hoje.
VEREDITO: FIFA 2008 conta com a introdução do modo "Be a Pro" e a exigência de maior controle analógico, que redefinem a dinâmica da franquia, alterando o foco de partidas casuais para uma imersão focada em carreira e tática. O design de som complementa bem essas novidades estruturais, construindo uma atmosfera de transmissão televisiva robusta e responsiva ao andamento do jogo. O grande revés, contudo, recai exclusivamente sobre a versão de PC (Que estou avaliando aqui), onde ignora os avanços físicos da nova geração e apresenta uma jogabilidade defasada, de movimentação robótica e restrita. É um título que traz boas inovações de formato, mas que tem sua experiência severamente podada pela disparidade tecnológica injustificável entregue pela EA.