
10/10 ★★★★★★★★★★
▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD4850)
▪ Controlador: Leadership Hero 6824
Esta obra estrutura sua campanha single-player sob uma narrativa fantástica e cartunesca, que desafia o jogador à ascensão de sua banda de rock, começando em festas de quintal, passando por presídios de segurança máxima, shows espetaculares e no fim culminando em um contrato literal com o diabo. Essa roupagem temática mais agressiva e teatral, foge do que foi visto nas versões anteriores, consolidando uma nova identidade visual para a franquia, onde a pirotecnia exagerada em tempo real e animações de palco altamente coreografadas, marcaram uma época.
O timing para cada "dedilhada" foi milimetricamente melhorado, aumentando assim o aprimoramento físico da execução, independente se jogado no joystick padrão ou guitarras plásticas. Essa alteração matemática no código não apenas tornou a curva de aprendizado mais fluida, mas também permitiu mapeamentos de sequências de acordes exponencialmente mais rápidas, trazendo canções mais desafiadoras e melhorando o sincronismo do que se escuta, com o que aparece na tela.
A Activision "quebrou a banca", pois ao assumir Guitar Hero III, com seu poderio financeiro, pode abandonar a dependência massiva de artistas covers, entregando uma trilha sonora composta em mais de 70% por gravações de estúdio originais e ainda de bandas consagradas, como Metallica, Iron Maiden, Slipknot e The Rolling Stones. Obviamente isso exigiu uma direção de áudio a nível de engenharia reversa, pois foi necessário o isolamento das faixas de guitarra dos arquivos analógicos de décadas passadas, para que assim fosse possível emular os erros do jogador, interpretando falhas e acertos rompidos. Vale destaque, que para provar a habilidade de programação e design sonoro, foi incluído no jogo algo surreal: a icônica faixa de power metal "Through the Fire and Flames", da banda DragonForce - Cuja densidade matemática de mais de 3.700 notas na dificuldade mais alta, transformou o jogo em um teste de resistência muscular e prova de engenharia de software, causando enorme repercussão na internet da época.
Algo importante a ser relevado, é a atemporalidade dos games e este jogo entra nesta lista. Isto devido ao eu gráfico ao estilo cartoon que não envelhece e claro ao nível de altíssima qualidade de programação de sincronismo que é funcional até nos dias atuais. A diversão é garantida com a participação de figuras importantes do meio, como Slash e Tom Morello, incentivando até à pessoas que não eram inicialmente adeptas ao estilo, a começar sua iniciação neste grande universo do Rock/Metal.
VEREDITO: Guitar Hero III tem seu verdadeiro trunfo no refinamento mecânico do código de sincronização e na ambiciosa engenharia de áudio. O investimento massivo para incorporar gravações originais de estúdio, aliado ao isolamento preciso das faixas sonoras, eleva a responsividade da jogabilidade a um novo patamar. A obra equilibra com perfeição uma curva de aprendizado orgânica e desafios de resistência física de proporções épicas e principalmente é uma demonstração de que não tem nada que possa se tornar um game, pois aqui, o artista de rock é você!