#0038 | Splinter Cell Conviction (2010)


9/10 ★★★★★★★★★✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD4850)
▪ Controlador: XBOX360 1403

▪ Lançamento: 2010
▪ Gameplay: 2010
▪ Dificuldade: Moderada ◈◈◈◇◇

Em Conviction, a narrativa assume o tom de um thriller de vingança. Sam Fisher agora é um fugitivo, e busca investigar detalhes sobre a morte de sua filha, Sarah. Esta busca o leva a descobrir uma conspiração infiltrada nos mais altos escalões da Casa Branca. Conforme o game avança, observamos memórias e diálogos que vão revelando a trama, e aumentando a sede de vingança de um homem que não tem mais nada a perder.

Neste título temos a introdução de um sistema de marcação e execução, que permite ao jogador eliminar múltiplos alvos instantaneamente de forma cinematográfica. Essa mudança se distanciou um pouco do stealth passivo da franquia, trazendo um Sam mais agressivo. Temos também a saturação de cor, que atua como mecânica de luz e sombra - quando se está oculto na escuridão, a imagem torna-se preto e branco, e ao entrar na luz ou ser detectado, as cores retornam saturadas, um artifício que funciona muito bem na gameplay.

A direção sonora de Michael Wandmacher substituiu as trilhas eletrônicas por uma orquestração de tensão crescente, com batidas frenéticas durante as perseguições. O sound design acompanha o ritmo, com uma expressividade vocal incrível, demonstrando até a respiração pesada de Fisher, transmitindo a sensação de desgaste físico e fúria. Os sons dos dispositivos de espionagem, demonstrando detalhes de adaptações e utilização, completam a perfeição dessa imersão sonora. 

Visualmente, para 2010, o jogo é um espetáculo, impressionando muitos em seu lançamento. Porém a versão para computadores enfrentou problemas com o Launcher da Ubisoft (Algo pertinente até os dias atuais) e com sua otimização, onde o motor gráfico tem uma exigência exagerada do uso de CPU, apresentando quedas de desempenho mesmo em máquinas potentes.

VEREDITO: Splinter Cell: Conviction leva a franquia para um caminho mais agressivo e pessoal, entregando um ótimo thriller de vingança, que mesmo ao se distanciar do stealth tradicional e puramente passivo da franquia, funciona muito bem graças às novas mecânicas de marcação e execução e ao uso criativo do preto e branco para indicar a camuflagem nas sombras. O som imersivo acompanha a tensão do protagonista e os visuais impressionam para a época, mas a experiência no computador esbarra na má otimização e nos problemas crônicos da Ubisoft, algo que presenciei inclusive atualmente (2026) com o jogo Anno 1800. Mesmo com essas falhas técnicas, a fluidez da ação tática e o peso da história, garantem uma jogabilidade marcante e de alto nível.


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