
9/10 ★★★★★★★★★★
▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD4850)
▪ Controlador: XBOX360 1403
Sendo uma sequência direta do icônico Most Wanted, e também encerrando o arco tuning da franquia, este jogo nos leva à Palmont City, para reconquistar territórios divididos entre gangues. O roteiro introduz o conceito de dominação de bairros, proporcionando duelos contra chefes, onde a narrativa transita da adrenalina urbana para o pavor de uma queda livre nos despenhadeiros.
Tivemos uma inovação na gameplay, com a introdução do sistema de equipes, onde era possível recrutar aliados com funções táticas específicas: Blockers (para tirar adversários da pista), Drafters (para criar vácuo e aumentar a velocidade) e Scouts (para encontrar atalhos ocultos). Outra novidade foi o Autosculpt, uma ferramenta de modelagem que permitia manipular a geometria das peças (como aerofólios e para-choques) em tempo real, alterando a estética do veículo, mas sem as limitações de peças pré-definidas. A física de condução foi dividida em três classes distintas: Tuners (precisão em curvas), Muscles (aceleração bruta e instabilidade) e Exotics (velocidade final e equilíbrio), exigindo abordagens diferentes para cada setor da cidade. Na minha visão, este é um dos NFS mais complexos quando se trata de ajustes e adaptações em corridas, talvez ficando atrás somente daqueles que optaram ir para o lado de simulação, como é o caso do Shift.
A trilha sonora teve algo muito interessante, sendo a divisão de estilo musical, conforme a escolha definida pelo jogador por um determinado tipo de carro, onde pilotos de Muscle ouviam rock pesado, os de Exotics tinha as batidas eletrônicas e os Tuners ficavam no Hip-Hop. Esta distinção não era apenas baseada no que o jogador poderia querer ouvir, mas também trazia toda uma cultura envolta aos tipos de veículos, salientando as mesmas. Na sonorização dos motores, temos gravações de extrema qualidade e consequentemente de fidelidade, capturando até o som característico do turbo e o estouro do escapamento, que ecoavam de forma diferente dependendo da acústica, considerando passagens sob túneis e até mesmo os paredões de pedra dos cânions.
Sobre o desempenho, tive alguns problemas de execução na época, por conta de lançamento muito recente do Windows 7, algo que em pouco tempo foi corrigido. Processadores multi-cores também apresentavam instabilidades, frequentemente resultando em crashes. Senti também que, com as configurações de qualidade do jogo no médio ou baixo, ele apresentava uma paleta de cores extremamente escura, projetada para mascarar a baixa resolução de certas texturas de cenário, mas que na prática atrapalhavam a gameplay, o que por sorte foi resolvido comigo, quando sai da 7200GS para a HD4850.
VEREDITO: Need for Speed: Carbon encerra a famosa era do tuning da franquia com muita criatividade e personalidade. A introdução do sistema de equipes, aliada à liberdade de modelagem e à divisão estratégica das classes de veículos, entrega uma complexidade tática notável para a série. O clima de tensão nos despenhadeiros e a excelente imersão de uma trilha sonora moldada ao seu tipo de carro são pontos muito fortes. Apesar de problemas técnicos no lançamento e de uma imagem excessivamente escura em computadores mais modestos da época, o alto nível de personalização e a condução exigente garantem seu lugar como um grande marco das corridas de rua no mundo dos games.