#0039 | Crysis 2 (2011)


6/10 ★★★★★★✰✰✰✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD4850)
▪ Controlador: Kit Goldship 4531

▪ Lançamento: 2011
▪ Gameplay: 2011
▪ Dificuldade: Moderada ◈◈◈◇◇

Este é um game de transição para a franquia, que marca uma mudança estrutural drástica, abandonando as densas selvas, para uma Nova York sitiada. A narrativa ocorre em 2023, onde o vírus alienígena Manhattan dizima a população, enquanto a organização militar C.E.L.L. tenta conter o caos. Assumimos aqui o controle de Alcatraz, um fuzileiro que recebe o Nanotraje 2.0, utilizado pelo protagonista do jogo anterior, o Prophet. O roteiro é mais linear e focado na evolução biológica do traje e na revelação dos Ceph como uma ameaça global, culminando em uma luta desesperada para evitar a destruição total da cidade, pois sendo esta uma última cartada.

Testando os limites do novo motor CryEngine 3, que desta vez foca em otimização e verticalidade, temos ainda belos gráficos, lembrando um pouco o espetáculo técnico de Crysis 1, porém não sendo exatamente fora da curva como antes, com outros títulos do mercado já apresentando qualidade semelhante, ou até mesmo, superior.

Os quatro modos originais do traje foram fundidos em dois pilares principais: Armor (Armadura) e Stealth (Invisibilidade). Força e Velocidade tornaram-se passivas, ativadas automaticamente pelo contexto do movimento (como saltos altos ou corridas), o que acabou simplificando a interação do jogador. Em contra partida, foi adicionado uma camada de interface que permite escanear o campo de batalha, marcar inimigos, localizar fontes de munição e traçar rotas táticas antes de iniciar a investida. Também temos a interação maior com alienígenas, onde é possível coletar Nano Catalyst dos Ceph abatidos e utilizar para adquirir upgrades permanentes do traje.

Hans Zimmer esteve à frente da trilha sonora e o resultando foi um tema épico e orquestral, que funciona bem com o ritmo apocalíptico do jogo. E no sound design o foco é o contraste acústico: o eco metálico dos tiros entre os arranha-céus e o som sintético e assustador das máquinas Ceph, que agora possuem uma desenvoltura mais bípede e ágil. Visualmente, o jogo destacou-se pela implementação de efeitos de pós-processamento avançados, como motion blur de alta qualidade e iluminação global dinâmica.

Diferente do primeiro jogo, que foi um exclusivo de PC e focado no avanço tecnológico, neste título tivemos também o desenvolvimento consolidado para as outras plataformas (Playstation 3/Xbox 360). Isso acabou gerando certos déficits, como a falta de suporte do DirectX 11 (resultando em falta de texturas de alta resolução); menus e sensibilidade do mouse mal calibrados e com atraso de entrada (Devido ao foco em joysticks); além de falhas de IA - parecendo proposital para melhor performar em consoles - onde era possível notar erros de pathfindings e por consequências travas de NPC's em geometrias do cenário.

VEREDITO: 
Crysis 2 troca as selvas tropicais pela selva de pedra de Nova York, nos trazendo um cenário muito diferente do tropical apresentado no jogo anterior. A experiência com a Nanosuit 2.0 foi simplificada, considerada por alguns uma otimização e por outros (meu caso) uma simplificação exagerada. Visualmente o jogo é belo, mas nada que impressionante em relação à outros lançamentos de sua época e muito menos do que se esperava de uma continuação outrora revolucionária. É um jogo de tiro que se limita propositalmente, visando a inserção em um público novo de consoles, mas que mesmo nesses não performa de forma eficaz, carregando o peso do famigerado 720p30 e ainda com quedas ocasionais.

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