
7/10 ★★★★★★★✰✰✰
▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD4850)
▪ Controlador: Kit Goldship 4531
Sendo o primeiro jogo da franquia declaradamente com foco no modo cooperativo, F.E.A.R. 3 (Ou também conhecido como F.3.A.R.), tem sua narrativa baseada na conclusão da história de Alma Wade, e sua ameaça em destruir toda a realidade. O enredo da um passo atrás e nos coloca novamente no comando de Point Man (protagonista do primeiro jogo), que forma uma aliança relutante com o espectro de seu irmão, Paxton Fettel. Temos ainda a participação especial de John Carpenter (cinema) e Steve Niles (quadrinhos) - autores de obras icônicas no mundo do terror - que auxiliam na elaboração do roteiro, onde optam em abrir desfechos diferenciados, conforme a performance de cada jogador.
Na jogabilidade, enquanto Point Man mantém a mecânica clássica de tiro e Slow-motion, Fettel já opera de forma puramente sobrenatural, podendo levitar inimigos, lançar rajadas de energia e até possuir corpos. Além disso, temos também agora um sistema de cobertura magnética (estilo Gears of War), adaptando a IA inimiga para combates em arenas mais confinadas e menos imprevisíveis, o que junto à falta de lógica das ações dos NPC's, resultam em um jogo relativamente mais fácil. Numa tentativa de compensar, os desenvolvedores optaram por deixar os inimigos com HP alto (os famosos "esponjas"), mas que na prática não funciona muito bem, devido à forma linear que os mesmos se movem.
No desenvolvimento sonoro, este título abandona o silêncio perturbador dos antecessores por uma mixagem mais saturada e voltada à ação cinematográfica. A trilha sonora é composta por batidas eletrônicas que aumentam conforme a instabilidade psíquica de Alma. Os sons das armas permanecem potentes, mas o foco acústico mudou para os efeitos de áudio direcionais das manifestações de Fettel e os gritos agônicos das novas criaturas.
Assim como o segundo título, o campo de visão inicial é restrito e o HUD possui elementos excessivamente grandes, ocupando espaço de tela, que dependendo do formato e tamanho do monitor, pode atrapalhar a gameplay. Em modo coop, embora fosse o foco deste título, a instabilidade de rede era notável, apresentando problemas de latência que prejudicavam a precisão necessária dos tiros - E mesmo quando em funcionamento, a própria presença do segundo jogador já quebrava a imersão de terror, tornando o game só mais um FPS de monstros.