
8/10 ★★★★★★★★✰✰
▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD5850)
▪ Controlador: XBOX360 1405
Este jogo se consolidou como o ápice cultural e técnico da franquia tuning da EA, onde ao fundir a cultura de customização de seus predecessores urbanos, com a adrenalina das perseguições policiais em alta velocidade, consegue um sistema de gameplay imersivo e cativante. O roteiro acompanha um piloto anônimo sabotado por seu rival, intitulado como Razor. Aqui, o protagonista deve subir os degraus da Blacklist 15, uma lista dos condutores mais procurados da fictícia cidade Rockport. Para tanto, deve-se derrotar cada cada membro em desafios de velocidade e reputação, enquanto desmascara a corrupção de um membro da polícia.
O título introduziu um robusto motor de inteligência artificial policial, que opera em um sistema de níveis de pressão, sendo os últimos níveis realmente desafiadores, deixando-os extremamente agressivos. As táticas de intercepção também se alteram com o avanço de cada perseguição, escalando de simples patrulhas locais para bloqueios de estrada com tiras de pregos. Vemos ainda táticas de cerco com jipes pesados e suporte aéreo por helicóptero, trazendo a sensação de estar jogando dentro de um filme Velocidade Máxima. A física de condução manteve o equilíbrio perfeito entre o arcade e a inércia realista, com destaque para certas destruições provocativas, como outdoors e caixas d'água que se encontra pelo caminho, quase incitando uma batida proposital, apenas pela diversão.
A estética da geração dos anos 2000 vem a tona na direção de arte e som deste título, Rockport foi renderizada sob uma atmosfera de outono sem fim, utilizando um filtro de pós-processamento amarelado e de alto contraste, algo que aqui não fica tão visível a falha de cores, como é possível ver em Max Payne 3 por exemplo. No áudio, temos uma excelente captação dos motores e nos ruídos de turbinas, mas o seu grande trunfo de imersão é a rádio policial interativa, que narra as manobras e a localização exata do jogador em tempo real, por meio de códigos e jargões policiais autênticos. A trilha sonora licenciada (Algo já de costume prático da EA), uniu de forma brilhante o nu-metal, metal alternativo e hip-hop com artistas como Disturbed, Avenged Sevenfold e Prodigy, ditando o ritmo frenético das fugas.
No PC, Most Wanted utiliza uma versão melhorada da EAGL engine, entregando uma fidelidade visual muito superior aos consoles, onde a alta definição e filtros de textura realçam os reflexos nos carros e luzes do ambiente. No entanto, o código de software sofre de limitações severas de envelhecimento, como a ausência nativa de suporte para resoluções widescreen modernas (exigindo modificações de terceiros no código binário) e problemas de estabilidade crônicos em processadores modernos de múltiplos núcleos.
VEREDITO: Need for Speed: Most Wanted mistura corridas urbanas com perseguições policiais inesquecíveis, trazendo a evolução tática, aliada a uma física de direção muito equilibrada. A imersão é garantida pela clássica trilha sonora e pela rádio policial em tempo real, tudo embalado por um visual que consegue ser ainda mais espetacular na versão de computador que experenciei. Mesmo que esteja um tanto datado e precisando de ajustes para telas modernas ou sofrendo um pouco com processadores atuais, a experiência de jogo continua sendo recomendada, assim como o desejo que temos por um remake.