
10/10 ★★★★★★★★★★
▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD5850)
▪ Controlador: XBOX360 1405
Para Codemasters, Race Driver: GRID é uma fase intensa de transição, pois é abandonado o estilo punitivo dos simuladores da antiga série TOCA Touring Car, em favor de um espetáculo que oscila entre o arcade e os conceitos técnicos, trazendo um equilíbrio cativante para este novo nome, que posteriormente se tornaria um grande sucesso. O título não possui um roteiro tradicional, mas constrói sua narrativa através da campanha e do gerenciamento de uma equipe independente. Neste título, você começa bem de baixo, lembrando um pouco o Gran Turismo, pois como um piloto de aluguel, o desafio é alavancar na carreira, conquistar capital e, posteriormente, gerenciar sua garagem e trabalhar para si mesmo. Temos desafios com identidades muito distintas, trocando inclusive a nacionalidade das pistas, sendo: o caos dos muscle cars em circuitos urbanos nos Estados Unidos, a técnica do drift e touge no Japão, e a precisão do automobilismo de turismo nas pistas da Europa, tudo isso ainda culminando na lendária prova de resistência das 24 Horas de Le Mans - Em termos de diversidade de carros, Race Driver: GRID é um dos que mais impressiona.
Temos aqui também o tão conhecido Flashback, uma ferramenta que armazena na memória os últimos segundos da corrida e permite ao jogador rebobinar o tempo para corrigir erros fatais de condução. Isso visa não desperdiçar uma longa corrida por erros bobos, oferecendo ainda a possibilidade de desativação para jogadores mais puristas ou que buscam maior dificuldade. A inteligência artificial dos oponentes também impressiona muito, em vez de seguirem rotas de navegação perfeitas (O famigerado "trilho"), os rivais foram programados para operar sob estresse, cometendo erros orgânicos, travando freios e até derrapando e colidindo entre si, trazendo muito mais dinamismo para as corridas - Vale mencionar que estas atitudes dos pilotos, são muito bem mensuradas nos níveis de dificuldade e assistências escolhidos nas opções de jogo.
Temos aqui, porém não com muito exagero (Exceto nos entardecer), o uso de filtro amarelo e um alto contraste de brilho, que conferia um tom até televisivo para o jogo, dando a sensação de estar assistindo a corrida. O motor de deformação é incrível, pois calcula a destruição de chassis, para-choques e suspensões em tempo real, afetando diretamente a aerodinâmica e o alinhamento da direção de forma penalizadora (E dependendo do caso, sendo irreversível, lhe obrigando ao OUT).
Em computadores, versão que zerei o game, temos uma estabilidade e de taxas de quadros de dar inveja em muita franquia de corrida, não comprometendo em ações de muito movimento, isso mesmo em máquinas de configuração mediana da época de seu lançamento. O modo multiplayer, dependia dos servidores terceirizados da GameSpy, o que acabou sendo uma péssima escolha, pois além de instabilidades de rede, tivemos o encerramento desta provedora, o que ocasionou no fim precoce do online e consequentemente, tirou a oportunidade do título ascender ao competitivo.
VEREDITO: Race Driver: GRID atinge um equilíbrio perfeito entre o desafio da simulação e a diversão do arcade. A jornada de começar como piloto de aluguel até gerenciar a própria equipe é viciante e ganha peso com a enorme variedade de carros e eventos pelo mundo. O título acerta em cheio ao trazer oponentes que cometem erros humanos e um sistema de danos implacável, onde uma batida destrói o carro e pode custar a prova — algo muito bem compensado pela criativa mecânica de voltar no tempo. Mesmo perdendo seu modo online de forma precoce, a incrível otimização no PC e a adrenalina constante fazem desta obra um clássico absoluto e definitivo das corridas.