#0052 | Battlefield 3 (2011)


8/10 ★★★★★★★★✰✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD5850)
▪ Controlador: XBOX360 1405

▪ Lançamento: 2011
▪ Gameplay: 2013
▪ Dificuldade: Moderada ◈◈◈◇◇

Este jogo marcou um momento histórico para os shooters militares, pois a desenvolvedora sueca DICE, conseguiu fazer um o sistema massivo de destruição, algo que impressiona até nos dias atuais. O salto tecnológico foi absurdo, porém o modo campanha não chegou à altura do concorrente Call of Duty, devido ao ritmo linear e altamente roteirizado. A trama acompanha diferentes perspectivas de soldados no meio de um conflito global, com foco principal nos interrogatórios do fuzileiro americano Henry Blackburn e nas perigosas missões do agente especial russo Dimitri Mayakovsky. Embora isso nos traga cenários incrivelmente variados, como as ruas em ruínas do Irã ou o metrô escuro de Paris, temos uma narrativa rodeada de clichês de espionagem militar e personagens esquecíveis.

Utilizando a engine Frostbite 2, além do alto nível de destruição de cenários que citei anteriormente, temos ainda efeitos de iluminação belíssimos e reflexos de lente que viraram uma assinatura da franquia. A otimização permitiu rodar mapas gigantescos com um alto framerate, explorando texturas realistas e animações fluídas que foram capturadas de militares reais em movimento. No áudio, temos uma das melhores experiências da época, graças à equipe de som, que viajou para bases do exército sueco para gravar o impacto autêntico de diversas armas de fogo e explosivos, isso em diferentes distâncias, resultando em uma mixagem extremamente imersiva.

O gameplay atinge o seu auge no modo multiplayer, suportando partidas épicas para até sessenta e quatro jogadores simultâneos, algo que a maioria até duvidava que funcionaria, devido às limitações de internet que tínhamos. O título trouxe de volta os amados jatos de combate, introduziu mecânicas aprimoradas de veículos terrestres e entregou uma customização muito profunda de armamentos. Outra adição mecânica de grande impacto, foi o sistema de fogo de supressão, no qual atirar próximo a um inimigo embaçava a sua tela e prejudicava a sua mira. No fim, tínhamos partidas com uma mistura brilhante de guerra veicular, com o peso real do combate de infantaria, o que não apenas garantiu uma vida útil ao game, mas compensou a falha do modo história raso.

VEREDITO: Battlefield 3 estabeleceu um novo padrão tecnológico para o gênero, consolidando a destruição de cenários e a fidelidade sonora como pilares de uma imersão. A campanha entrega uma narrativa linear e refém de clichês militares, por isso a obra se redime totalmente com a escala monumental e o refinamento tático de seu modo multiplayer. A união entre a excelência da engine e uma mixagem de áudio impecável, faz deste título um marco do desenvolvimento moderno de games, inspirando diversos título cinematográficos que temos hoje no mercado.


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