
8/10 ★★★★★★★★✰✰
▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD5850)
▪ Controlador: XBOX360 1405
Novamente desenvolvido pela DICE, este título buscou refinar a fórmula de sucesso do seu antecessor, apostando em mapas ainda mais dinâmicos e interativos. Porém mesmo não sendo mais novidade a quantidade massiva de jogadores numa mesma partida online, neste lançamento tivemos muitas instabilidades em servidores, causando desconexões, bugs e até impedindo o acesso em casos mais complicados. Contudo, após certas atualizações e com o problema corrigido, Battlefield 4 mostrou à que veio, mantendo a qualidade técnica de um fsp militar focado no realismo, que conseguiu segurar diversos jogadores por anos em suas grandes batalhas.
A narrativa mais uma vez tenta oferecer uma experiência cinematográfica através de uma campanha single-player linear, colocando o jogador no meio de uma grave crise global. O roteiro envolve um tenso conflito político e armado entre os Estados Unidos, a Rússia e a China, impulsionado pelo antagonista almirante Chang e sendo levemente mais atrativo que o jogo anterior, porém ainda demonstrando que o grande foco é o modo online. Ainda assim, temos momentos de ação espetaculares à la Hollywood, embora seja acompanhado novamente por uma história superficial que não consegue engajamento do jogador.
Eu particularmente não acreditava que viria um salto de qualidade técnica alta, pois o Battlefield 3 ainda era recente e muito moderno, mas para minha felicidade, me enganei. Pois devido à poderosa engine Frostbite 3 temos um nível de tecnologia absurdo, que permitiu a criação de cenários com um grau de destruição ainda maior, além de apresentar texturas de altíssima resolução e fidelidade. Tudo isso ainda contou com uma física aprimorada na água e uma iluminação climática fantástica, muito à frente de títulos do mercado. Somado a tudo isso, o trabalho sonoro é magistral, onde a equipe de áudio capturou com perfeição o eco realista dos disparos, o impacto ensurdecedor das explosões e o peso metálico dos veículos blindados, garantindo uma imersão sensorial absoluta no campo de batalha.
Na gameplay obviamente temos o grande destaque do modo multiplayer, que continuava a suportar os caóticos confrontos de sessenta e quatro jogadores simultâneos. A grande inovação mecânica para este capítulo foi a introdução do sistema batizado de Levolution, que permite aos jogadores alterar drasticamente o mapa durante a partida através de eventos globais. É possível por exemplo, derrubar um arranha-céu inteiro ou até inundar as ruas, mudando completamente as rotas e as táticas de combate. Além dessa adição espetacular, a jogabilidade resgatou a elogiada função do modo comandante, onde um jogador visualiza o mapa de cima e entrega suprimentos ou ordena ataques táticos para ajudar o time. A junção do tiroteio preciso de infantaria com o controle aprimorado de jatos, helicópteros e embarcações consagrou essa experiência, o que me traz até hoje o sentimento de que, este pode ter sido um dos melhores simuladores de guerra da modernidade.
VEREDITO: Battlefield 4 consolida a excelência da franquia ao elevar o já impressionante patamar tecnológico de seu antecessor, impulsionado pela robustez da nova engine. Se a campanha narrativa falha (novamente entregando uma experiência superficial), por outro lado a obra se consagra de forma absoluta em seu modo multiplayer. A genialidade tática da mecânica Levolution, capaz de reconfigurar os mapas em tempo real, aliada a um design de áudio excepcional, cria um nível de imersão que facilmente supera o estigma do seu instável lançamento e ainda se tornando um marco imponente e definitivo para a simulação de conflitos armados modernos com muita, mas muita destruição.