#0070 | Grand Theft Auto / GTA - Vice City (2003)


9/10 ★★★★★★★★★✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (Athlon II X4 + HD5850)
▪ Controlador: XBOX360 1405

▪ Lançamento: 2003
▪ Gameplay: 2013
▪ Dificuldade: Moderada ◈◈◈◇◇

Este foi o primeiro GTA que zerei na vida, joguei vários, mas não segui a história de outros, ficando sempre naquele modo de loucura que todos conhecem. Além disso, talvez seja meu primeiro contato no mundo dos games com um título que se passa nos anos 80 e realmente fiquei maravilhado com o que vi, pois poucos jogos conseguiram capturar tão bem o espírito daquela época, mas estamos falando de Rockstar, uma empresa que caminha lado a lado com a excelência. Ambientado em uma versão fictícia de Miami batizada de Vice City, vemos cores extravagantes, flashbacks no rádio e um cultura pop muito característica daquele tempo, salientando a criminalística com o tráfico de drogas muito em alta. Este projeto nasceu inicialmente como uma expansão, algo programado para ser mais singelo, mas que ao ganhar corpo em seu desenvolvimento, a equipe de desenvolvimento decidiu transformá-lo em uma obra independente, o que explica a riqueza de detalhes que carrega até hoje.

A história acompanha Tommy Vercetti, um criminoso recém-saído da prisão que chega à cidade para reorganizar os negócios da família após um encontro violento sair pela culatra. A trama flerta abertamente com clássicos do cinema como Scarface e Miami Vice, o que para mim foi ótimo, pois tinha acabado de maratonar títulos gangsters do cinema, ou seja, eu estava muito no clima para este game. Construindo uma ascensão de poder que mistura ambição pessoal, traição e vingança com ritmo muito bem calculado, temos personagens como Ken Rosenberg e Sonny Forelli que acrescentam camadas de tensão e o clássico humor ácido da franquia, tornando cada missão um capítulo consistente, onde a única falha é ser curto demais a campanha.

No visual, a aposta é em uma paleta vibrante de rosa, azul e dourado e muito neon, que remetem diretamente à estética do anos 80, me lembrando inclusive as fotos antigas da minha família. A trilha sonora reuniu faixas licenciadas como de costume, mas desta vez trazendo artistas que marcaram a década e que funcionou muito bem com a personalidade buscada neste título. Temos então as cores, o ambiente e a música, mas o que conecta tudo é a ambientação causada pelo design sonoro, pois desde as buzinas características, os roncos do motores dos carros antigos e até mesmo o modo de falar dos NPC's, conseguem trazer uma conexão artística surpreendente.

A jogabilidade para hoje em dia pode parecer um tanto engessada, mas é indiscutível que a liberdade de exploração em um mundo recheado de veículos, armas e missões é um atrativo para qualquer jogador, pois com uma gameplay variável assim, que incluem desde tiroteios, perseguições e momentos de infiltração, Vice City consegue ter a característica marcantes desta franquia: é um jogo que não enjoa nunca!

VEREDITO: Grand Theft Auto: Vice City é uma obra que soube transformar nostalgia em identidade própria, entregando uma aventura criminosa envolvente, esteticamente marcante e mecanicamente sólida, consolidando-se como um dos grandes marcos do gênero de mundo aberto e sendo para mim um dos melhores GTA já feito.

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