
9/10 ★★★★★★★★★✰
▪ Versão: Playstation 3
▪ Jogado em: Playstation 3 Slim
▪ Controlador: SONY DualShock 3
Já no hype de ter acabado de zerar o primeiro título, que esbanjou qualidade no desenvolvimento da Insomniac Games - mesmo em uma temática em que eles não estavam acostumados a trabalhar - resolvi fazer na sequência o segundo jogo, que conseguiu ampliar ainda mais a escala do conflito contra a invasão alienígena. Não cheguei a me aprofundar muito no multiplayer, mas as poucas horas que joguei senti já ser uma revolução na época, garantindo o acesso simultâneo de até 60 jogadores, e se pensarmos ainda em Playstation 3, foi realmente uma demonstração de otimização de estrutura de rede muito à frente do tempo. Porém as mudanças não refletiram apenas no modo online, pois a campanha single-player também teve suas melhorias, demonstrando assim que o desenvolvimento foi mais evoluído, preciso e visando agora uma grandiosidade que estivesse à altura do grande sucesso de estreia.
A história dá continuidade à jornada de Nathan Hale, agora mais consciente de sua ligação biológica com o vírus Chimera, e o leva a uma travessia pelos Estados Unidos, um cenário que rompe com a atmosfera europeia que tinha experimentado ateriormente, mas que traz um contraste interessante entre a familiaridade da paisagem americana e o horror da devastação instalada nela, que em certo momento me lembrou os campos devastados de jogos de guerra ocidentais, como Medal of Honor. A narrativa aprofunda o dilema pessoal do protagonista, que aos poucos percebe se tornar cada vez mais próximo daquilo que combate, e introduz a Special Response Corps, organização que adiciona camadas políticas e militares ao conflito, mas que considerei como uma história paralela, onde meu interesse como espectador acabou se concentrando mais no protagonista.
É surpreendente a variedade de cenários, alternando entre cidades destruídas, bases militares subterrâneas e ambientes rurais tomados pela infecção, mas sempre mantendo uma coerência visual impecável. As criaturas Chimera ganharam formas mais monstruosas, com destaque para os inimigos de grande porte, que elevam a sensação de escala e deixam os confrontos ainda mais emocionantes. No som, temos novamente a trilha sonora de Christopher Lennertz, que mantém a ideia de oscilação de música conforme o que acontece na tela, mas que também eleva os arranjos orquestrais à algo mais grandioso - ou até mesmo épico - acompanhando os combates de larga escala que agora temos nesta nova versão.
A gameplay recebe ajustes que tornam a experiência mais fluida, com um sistema de armas ainda mais criativo e um inventário reduzido a duas opções simultâneas, decisão que simplfica a jogabilidade, mas que também incentiva escolhas táticas específicas por quem esta no controle. A inteligência artificial dos inimigos apresenta melhorias muito sutis, que na minha opinião deixou um pouco à desejar, pois com um jogo que busca uma amplitude de crescimento como esse, poderia-se ao menos igualar nas mecânicas estratégicas de combate, mas em sua maioria vi apenas mostros correndo diretamente para a morte, o que não tira o glamour ou a coerência narrativa, mas que demonstra que faltou um pouco mais de tempo para um polimento melhor nesse quesito. Agora quando falamos em desempenho técnico, eu não sei exatamente como, mas mesmo apresentando melhores gráficos, esse jogo consegue fluir ainda melhor que seu antecessor, apresentando uma estabilidade sólida, mesmo diante de cenários com dezenas de inimigos simultâneos e demonstrando pra valer, a real capacidade do Playstation 3.
VEREDITO: Resistance 2 consegue cumprir exatamente seu planejamento, trazendo uma proposta que engrandece e expande o universo da série, mas que ainda preserva a sua identidade original. A ambição em escala, aliada a uma narrativa mais pessoal e tecnologias de otimização incríveis, fazem deste um título obrigatório dos exclusivos da SONY.