#0142 | AI LIMIT (2025)


8/10 ★★★★★★★★✰✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (R7 5800X3D + RX 7900XTX)
▪ Controlador: EasySMX X15

▪ Lançamento: 2025
▪ Gameplay: 2025
▪ Dificuldade: Difícil ◈◈◈◈◇

AI LIMIT é uma proposta audaciosa que injeta a estética cyberpunk decadente em uma estrutura de combate técnico exigente, com muitas características ao estilo anime, e características típicas de soulslikes, porém bem menos cadenciado. O jogo destaca-se pela sua premissa de um mundo de ficção científica pós-apocalíptico, onde a humanidade está em colapso e você controla Arrisa, uma Blader capaz de absorver a essência de inimigos para fortalecer seus poderes. É uma jornada focada na precisão e no domínio de um sistema de combate que pune o erro e premia a agressividade calculada, porém com foco menor em sistemas de contra-ataque, como vemos em títulos similares.

A narrativa é sombria, tratando de temas como a transumanidade e a sobrevivência em um ambiente onde máquinas e carne se fundiram. A história é contada de forma fragmentada, um tanto enigmática, através do ambiente e de diálogos que mantêm o mistério sobre o colapso da civilização. Porém achei um pouco mais fácil de entender o que se passa, diferente de outros soulslikes, onde abandonei o entendimento da história por praticamente perder o sentido para mim. 

A direção de arte é o ponto alto: o mundo é uma mistura fascinante de arquitetura futurista em ruínas e designs de criaturas biomecânicas que lembram pesadelos tecnológicos. Temos um visual polido, com efeitos de iluminação neon que contrastam com o ambiente cinzento, criando uma atmosfera imersiva. A verticalidade dos cenários é explorada para criar encontros que exigem tanto habilidade de navegação quanto domínio da espada, usando um ponto característico de jogos de plataforma, onde cair de certas alturas pode ser fatal.

No gameplay, a inovação reside no sistema de absorção e na versatilidade das armas, pois é possível customizar o arsenal de Arrisa de formas que alteram drasticamente o ritmo de luta, desde ataques rápidos de esgrima até golpes pesados que tiram proveito das modificações cibernéticas obtidas. O combate é um tanto rápido e exige um gerenciamento constante de recursos. A fluidez das animações de ataque e esquiva é o ponto que vale destaque, pois as respostas tem uma precisão cirúrgica aos controles e o hitsboxes realmente são funcionais, raramente você irá morrer injustamente nesse jogo. Embora o sistema de equipamentos seja robusto, a inteligência artificial de alguns inimigos comuns pode ser um pouco previsível demais, dependendo mais do número de oponentes do que da complexidade dos ataques - todo soulslike que joguei fica relativamente mais fácil depois de um tempo, porém em AI Limit, isso acontece cedo demais.

A otimização é um ponto alto, mantendo taxas de quadros estáveis mesmo com muitos efeitos de partículas neon na tela, a Unity realmente brilha nesse jogo. Temos ainda um sistema sonoro muito componente, pois percebemos bem o tilintar metálico das lâminas e o som estridente dos sistemas robóticos falhando e principalmente, a sensação de direção é muito funcional. A trilha sonora acompanha o ambiente Sci-Fi, que alterna entre batidas sintéticas intensas e momentos de silêncio opressor, garantindo a sensação de perigo e imersão futurista.

VEREDITO: AI LIMIT se firma como um exemplo robusto de ação técnica. Embora possa sofrer com uma curva de aprendizado íngreme que pode intimidar jogadores casuais, ele oferece uma profundidade satisfatória para quem busca dominar sistemas de combate complexos. É uma adição memorável ao gênero, entregando um mundo que, embora cruel e tecnologicamente corrompido, é fascinante de explorar e gratificante de conquistar. E o principal: temos aqui batalhas memoráveis contra bosses, como é o requisito mínimo de qualquer bom soulslike.

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