#0160 | Nioh (2017)


7/10 ★★★★★★★✰✰✰

▪ Versão: PC (Windows)
▪ Jogado em: PC (R7 5800X3D + RX 7900XTX)
▪ Controlador: EasySMX X15

▪ Lançamento: 2017
▪ Gameplay: 2026
▪ Dificuldade: Extrema ◈◈◈◈◈

Desenvolvido pela Team Ninja, estúdio responsável também por Ninja Gaiden, o título mergulha o jogador no país feudal em plena guerra civil, mesclando personagens históricos reais com mitologia e folclore nipônico. Nioh também nos traz uma gameplay que lembra muito os jogos da From Software, que exige precisão de controles e sistemas conhecidos pelo gênero soulslike, porém com uma cadência muito mais suave e que ainda incorpora o brilhante sistema de posturas.

A trama acompanha William, um guerreiro ocidental que chega ao arquipélago em busca de seu espírito guardião, uma entidade protetora de natureza mística. Embora a premissa seja instigante, a condução da história é fragmentada e muitas vezes confusa, servindo mais como um pretexto para o avanço pelas missões do que como algo envolvente. A direção de arte tenta compensar com uma ambientação sombria e autêntica, que nos oferece cenários esplendorosos, mas que ainda assim não consegue nos conectar ao enredo. 

A trilha sonora conta com composições que procuram reforçar a tensão dos embates, embora não traga nada particularmente marcante. Nos efeitos sonoros, temos o som dos golpes e das criaturas com peso e impacto satisfatórios, porém que depois de algum tempo jogando, podem se tornar repetitivos e cansativos ao ouvido.

A perfeição do sistema de controle é o que mais impressiona nesse jogo, de alguma forma eu me sentia sempre capturado até mesmo pelas missões secundárias, pois mesmo com seus defeitos, Nioh tem algo que o torna viciante. A gestão de ki é central e exige leitura precisa de timing até para jogadores mais experientes, porém o que mais impressiona são as possibilidades com os tipos variados de armas e posturas, que nos faz querer dominar tudo que o jogo disponibiliza. Porém a progressão via loot achei exagerada, ou diria ainda mais: excessiva. Lembrando até jogos como Diablo III, temos uma quantidade de recursos captados impressionante, porém que muitas vezes de nada servem, nos fazendo perder tempo demais em descraft e vendas, resultando numa monotonia que mais parece um trabalho do que um videogame.

VEREDITO: Nioh é busca profundidade no combate, graças a sua gestão de ki e sistema de posturas de cada arma, que justificam cada hora investida por quem tem apetite pelo desafio. A ambientação histórica japonesa confere ao título uma identidade muito própria, porém não tem um enredo e uma qualidade sonora que faça jus à altura, se tornando um excelente projeto que demonstra sinais ainda de imaturidade como franquia.

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