#0166 | Aladdin (1993)


8/10 ★★★★★★★★✰✰

▪ Versão: Super Nintendo
▪ Jogado em: Red Magic 10 Air
▪ Controlador: EasySMX M15

▪ Lançamento: 1993
▪ Gameplay: 2026
▪ Dificuldade: Difícil ◈◈◈◈◇

Que nostalgia! para quem assistiu à animação da Disney quando criança, vai com certeza amar este game, pois aqui temos uma retratação fiel ao filme, que encanta aos olhos. Este título surgiu através de uma das disputas mais clássicas da era de ouro dos consoles de 16-bits, que envolveu as diferentes adaptações deste famoso desenho. Desenvolvido pela Capcom e contando com a direção do então promissor Shinji Mikami - hoje conhecido pela grande franquia Resident Evil - Aladdin foca em acrobacias e agilidade para dar prosseguimentos à incríveis fases desenvolvidas e inspiradas no clássico do cinema. Essa escolha resultou em um game de plataforma incrivelmente fluido e amigável, que captura com maestria a essência esperada, principalmente quando o gênio entra na aventura.

A narrativa segue fielmente o aclamado roteiro do longa-metragem, transportando o jogador para as ruas quentes e perigosas da cidade de Agrabah. Acompanhamos a jornada de Aladdin e seu inseparável macaquinho Abu, que passam de meros ladrões de rua a heróis destinados a salvar a princesa Jasmine das garras do maligno Jafar. Os principais arcos da história, incluindo a exploração da mística Caverna das Maravilhas, são contados através de charmosas cenas de corte entre as fases. Elas utilizam imagens estáticas e caixas de texto simples, mas muito eficientes, que mantém a magia do conto das arábias funcional para a época, ainda mais se pensarmos que o jogo tinha foco nos pequeninos.

A construção de sprites vibrantes e cheios de vida é um dos charmes deste game, que aproveita muito bem a paleta de cores do aparelho da Nintendo, ainda mais quando acompanhadas por animações e que também pude aproveitar muito graças à tela OLED que utilizei. O trabalho sonoro acompanha este nível de excelência, com a equipe japonesa adaptando de forma brilhante as canções vencedoras do prêmio Oscar, compostas por Alan Menken. Os efeitos sonoros dão um toque de desenho animado aos golpes e coletas de itens pelo cenário, mesclando perfeitamente com as clássicas melodias.

A gameplay se destaca pela extrema leveza e precisão nos controles, permitindo que o jogador utilize o ambiente totalmente a seu favor, onde o domínio do salto e do arremesso de maças são fundamentais para o progresso. A variedade do level design mantém a aventura sempre fresca, alternando entre exploração vertical em telhados, fugas frenéticas de ondas de lava e o inesquecível e veloz estágio sobre o tapete mágico. Porém, levando em conta que o jogo era inicialmente destinado à crianças, o nível de dificuldade a meu ver sobressai ao que seria necessário, onde na época perdurava a falsa ideia de que dificuldade maior significava retenção de gameplay, o que acabou não se concretizando, ocorrendo muitos casos de pessoas que jogaram, mas não foram até o final deste game, mesmo ele não sendo longo.

VEREDITO: Aladdin é uma transposição formidável da magia cinematográfica da Disney para o formato de jogo de plataforma, destacando-se pela leveza e fluidez de suas mecânicas acrobáticas sob a direção de Shinji Mikami. O título brilha ao explorar cenários vibrantes e uma adaptação musical impecável da obra original, criando uma atmosfera altamente nostálgica e cativante. Embora o pico de dificuldade punitiva fuja um pouco de sua proposta inicial, ainda podemos ver um refinamento dos controles e o dinamismo do level design que garantem à este clássico dos anos 90 uma posição de respeito e relevância histórica.

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